SILVA / Dr. Paulo Roberto Santos – AS DESIGUALDADES ESTRUTURAIS E TERRITORIAIS QUE MOLDAM O ACESSO AO FUTEBOL FEMININO DE ELITE NO BRASIL

Reflexão e Sugestão

Aonde estão os centros educacionais espalhados por esse país gigante? Cadê o campus de universidades que poderiam ajudar? Cadê as associações de bairros? A menina precisa está perto das entidades que promovem o futebol feminino, afinal a maioria delas não tem recurso financeiro. Como gerar talentos em espaços tão distantes? Vocês já imaginaram se em cada grande bairro da cidade de São Paulo fosse criado uma liga de futebol feminino? (liga do Ipiranga; liga do Tatuapé; liga do Jaçanã; liga da Vila Mariana; liga do Cambuci, etc) e com o apoio da Sub-prefeitura de cada bairro na organização. Imaginem o SESC e o SESI, duas participantes do sistema S, com inúmeras filiais no Brasil, organizadas com seus professores e com um potencial extraordinário de implantação do futebol feminino. Quantas empresas de porte o Brasil tem e que poderiam adotar um time de futebol feminino (Volkswagen feminino; Toyota feminino; Audi feminino; BMW feminino; Caoa feminino; Chevrolet feminino; Hyundai feminino, etc). E para isso acontecer o próprio governo poderia ajudar com isenção de algum imposto. As ideias são uma visão absolutamente fantástica e, mais importante, totalmente realizável. Caros, este sonho não é apenas inspirador, ele esboça um modelo de desenvolvimento sustentável e capilarizado para o futebol feminino que seria revolucionário no Brasil. Aqui nós identificamos três pilares essenciais para a massificação do futebol feminino pelo volume, como discutimos: a organização territorial, o poder das instituições sociais e o engajamento do setor privado.

A Copa do Mundo Feminina 2027

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